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Polícia Federal prevê concluir em agosto investigação criminal sobre queda de avião da Voepass

Acidente da Voepass: famílias das vítimas terão acesso antecipado ao relatório do Cenipa A Polícia Federal (PF) informou ao g1, nesta quarta-feira (22), qu...

Polícia Federal prevê concluir em agosto investigação criminal sobre queda de avião da Voepass
Polícia Federal prevê concluir em agosto investigação criminal sobre queda de avião da Voepass (Foto: Reprodução)

Acidente da Voepass: famílias das vítimas terão acesso antecipado ao relatório do Cenipa A Polícia Federal (PF) informou ao g1, nesta quarta-feira (22), que pretende concluir em agosto a investigação criminal sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP), acidente que matou 62 pessoas em 2024. A previsão é que o inquérito seja finalizado após a divulgação do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), prevista para esta quinta-feira (23). 🔴 O g1 transmitirá ao vivo a apresentação do relatório final e acompanhará, em tempo real, as principais conclusões da coletiva do Cenipa. Assista aqui. Enquanto o Cenipa busca identificar os fatores que contribuíram para o acidente e propor medidas para evitar novas ocorrências, a investigação da Polícia Federal apura se houve crimes e pode levar à responsabilização criminal dos envolvidos. No fim de junho, representantes das famílias das vítimas tiveram acesso, pela primeira vez, à transcrição das conversas registradas na cabine do avião durante uma reunião na sede da PF em Campinas (SP). Na ocasião, os advogados que representam os familiares afirmaram esperar que o inquérito fosse concluído em breve e encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que decidirá se apresenta denúncia à Justiça. VEJA TAMBÉM: Famílias de vítimas preparam nova ida à Justiça com ação coletiva por danos morais Familiares das vítimas do voo 2283 e advogados em reunião na Delegacia da Polícia Federal, em Campinas (SP) Arquivo pessoal Relembre o acidente O voo 2283 da Voepass caiu na tarde de 9 de agosto de 2024 em um condomínio de Vinhedo, durante o trajeto entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP). As 62 pessoas a bordo, sendo 58 passageiros e quatro tripulantes, morreram. Foi o acidente aéreo mais grave do Brasil desde o desastre com o voo da TAM, em 2007. Logo após a tragédia, duas investigações foram abertas. O Cenipa passou a apurar os fatores que contribuíram para a queda e indicar medidas para evitar novos acidentes. Já a Polícia Federal iniciou um inquérito para apurar se houve crime e produzir um laudo próprio sobre o caso, já que o relatório do Cenipa não pode ser usado para responsabilização criminal. Um mês depois, o Cenipa divulgou o relatório preliminar da investigação. O documento confirmou que a aeronave enfrentou condições severas de formação de gelo e registrou que a tripulação relatou uma possível falha no sistema antigelo durante o voo. Também mostrou que o sistema foi acionado e desligado várias vezes ao longo da viagem, mas sem concluir se isso ocorreu por ação dos pilotos ou por outro motivo. O relatório, porém, não apontou a causa do acidente. Enquanto as investigações avançavam, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu as operações da Voepass, em março de 2025. Três meses depois, cassou o Certificado de Operador Aéreo (COA) da empresa, impedindo a companhia de operar voos comerciais. Na semana em que a tragédia completou um ano, o g1 publicou reportagens exclusivas sobre o caso. Uma delas revelou o relato de um ex-funcionário da Voepass de que um piloto havia informado verbalmente, horas antes do acidente, falhas no sistema antigelo durante um voo anterior, mas que o problema não foi registrado no diário técnico da aeronave. O g1 também publicou os áudios das conversas entre piloto e copiloto nos minutos que antecederam a queda. Às vésperas de o acidente completar dois anos, a expectativa é pela divulgação do relatório final do Cenipa. O documento deve apresentar as conclusões da investigação técnica sobre a queda e indicar recomendações para aumentar a segurança da aviação e evitar novas tragédias. Escombros de avião em Vinhedo (SP) neste sábado, dia 10 de agosto de 2024 Nelson Almeida/AFP O que diz a Voepass Em nota, a Voepass afirmou na segunda-feira (20) que vai aguardar a publicação do relatório final para qualquer novo pronunciamento. À época da tragédia, a companhia aérea comunicou que queda do voo 2283 foi "o episódio mais difícil" da história da companhia e disse seguir prestando apoio psicológico às famílias das vítimas. A empresa também declarou que colaborou com as investigações desde o início, reafirmou que sua frota "sempre esteve aeronavegável e apta a realizar voos", conforme os padrões internacionais, e sustentou que apenas o relatório final do Cenipa poderá apontar, de forma conclusiva, as causas do acidente. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas