CÂMERA AO VIVO

LINK : PONTE DE GUARATUBA

SIGA NOSSA PÁGINA

@guarahitsfm

Como testar a segurança da sua internet corporativa em 7 passos

Muitas empresas acreditam que confiar apenas em firewalls e antivírus é o suficiente para garantir a segurança da internet corporativa, mas seguir por esse c...

Como testar a segurança da sua internet corporativa em 7 passos
Como testar a segurança da sua internet corporativa em 7 passos (Foto: Reprodução)

Muitas empresas acreditam que confiar apenas em firewalls e antivírus é o suficiente para garantir a segurança da internet corporativa, mas seguir por esse caminho é como querer proteger uma casa trancando a porta da frente e deixando as janelas abertas e o alarme desligado. Como os ciberataques mais modernos se aproveitam das falhas que as ferramentas mais básicas não detectam, um pentest, ou teste de intrusão, aparece como uma estratégia indispensável. Ele é uma simulação de ataque real e controlada para identificar e corrigir falhas antes que um cibercriminoso se aproveite delas. Os números ajudam a demonstrar a urgência desse tipo de teste: o Brasil sofreu cerca de 315 bilhões de tentativas de ciberataques em 2025. Além disso, os ataques de ransomware já representam quase metade dos incidentes globais, que cresceram 44% no último ano. Ransomware e outros termos explicados: o dicionário da rede corporativa O que mais atrapalha a segurança de uma rede corporativa? As pessoas talvez sejam as principais culpadas pela insegurança da rede, mas não são as únicas. Estudos recentes mostram que o comportamento dos usuários e o erro humano são responsáveis pela maioria esmagadora das violações de segurança, mas o que realmente define o tamanho do prejuízo é a fragilidade da infraestrutura técnica que vem a seguir: Softwares desatualizados: hackers utilizam bancos de dados de vulnerabilidades conhecidas para atacar sistemas que ainda não receberam os patches de correção Configurações de rede inadequadas: dispositivos de conectividade frequentemente operam com configurações de fábrica ou permissões de acesso muito amplas. Não segmentar a rede, manter muitas portas abertas ou ignorar a implementação da autenticação multifator cria caminhos mais simples de serem percorridos pelos criminosos Senhas fracas: o uso de senhas fracas ou previsíveis continua sendo uma das maiores ameaças à rede corporativa. Com ferramentas de ataque de força bruta e dicionários de senhas vazadas, invasores conseguem comprometer contas de nível administrativo em segundos, ganhando controle total sobre sistemas críticos e dados sensíveis O guia definitivo para criar senhas seguras na sua empresa Protocolos de segurança defasados: o uso de criptografias antigas permite que cibercriminosos realizem ataques de Man-in-the-Middle, capturando dados sigilosos em trânsito O que é um pentest e como ele protege a sua rede? O pentest, ou teste de intrusão, é uma simulação controlada em que analistas especializados usam as mesmas técnicas e ferramentas que os hackers reais utilizam para tentar invadir o ambiente digital de uma empresa. Depois de identificar as vulnerabilidades da rede, os analistas tentam explorá-las para entender como elas impactam a infraestrutura digital e os riscos que oferecem para as operações. Para garantir a máxima precisão do teste são usadas metodologias reconhecidas internacionalmente, como a PTES (Penetration Testing Execution Standard, ou Padrão de Execução de Testes de Penetração), que é dividida em 7 fases: Fase 1: Interações de pré-engajamento Aqui são definidos os limites técnicos e legais do teste, estabelecendo quais servidores podem ser testados, os horários de execução para não afetar a produção e quem serão os pontos de contato em caso de descoberta de uma falha crítica. Fase 2: Levantamento de Informações O analista coleta o máximo de informações possível sobre a rede e seus dispositivos para mapear todas as portas de entrada para as vulnerabilidades cibernéticas. Isso inclui pesquisar endereços IP e configurações de sistemas para entender quem acessa a infraestrutura e como faz isso. Fase 3: Modelagem de ameaças Aqui o teste se torna estratégico. Os especialistas analisam os processos da empresa para identificar quais ativos (como bancos de dados de clientes ou sistemas financeiros) são os alvos mais prováveis de um criminoso real, mapeando os potenciais ataques a esses alvos. Fase 4: Análise de vulnerabilidade O objetivo é fazer um cruzamento entre as falhas encontradas com bancos de dados globais de ameaças, identificando rapidamente quais pontos fracos podem ser explorados pelos hackers e onde o sistema está mais vulnerável. Fase 5: Exploração O analista tenta invadir o sistema para confirmar se a vulnerabilidade detectada é realmente explorável, provando se o invasor conseguiria, por exemplo, extrair dados sensíveis ou derrubar um serviço essencial. Fase 6: Pós-exploração Depois de obter o acesso inicial, o objetivo é medir o nível do estrago. O especialista avalia a capacidade de realizar movimentação lateral na rede e a escalada de privilégios (tentar virar um administrador do sistema). É avaliada também a capacidade de um invasor se manter camuflado por longos períodos. Fase 7: Relatório A etapa final transforma o diagnóstico em estratégia. São compilados os resultados dos testes, as tentativas de invasão realizadas e as vulnerabilidades identificadas para orientar sobre os ajustes prioritários para proteger a rede. Um relatório eficiente inclui um resumo para a diretoria, detalhes técnicos para o TI e os impactos de acordo com a LGPD. Terceirizar ou não terceirizar a TI: eis a questão O próximo passo para proteger a sua rede Após a realização de um teste de segurança, a Ligga Telecom ajuda a transformar o diagnóstico em proteção real. Para blindar a sua conexão corporativa e garantir que as vulnerabilidades identificadas e corrigidas não voltem a ser um problema, duas tecnologias são fundamentais: Proteção Anti-DDoS: Uma camada extra de filtragem em tempo real para impedir ataques de negação de serviço e manter a sua operação ativa mesmo diante de um bombardeio de tráfego malicioso Afinal, o que são ataques DDoS? SD-WAN: Ela estabelece túneis criptografados de ponta a ponta, garantindo que os dados permaneçam confidenciais ao trafegar entre sede, filiais e nuvem. Além de bloquear tráfego malicioso e aplicar políticas de segurança em tempo real, essa tecnologia evita que um dispositivo comprometido (como um computador da filial) espalhe as suas ameaças para o restante da rede, prevenindo os vazamentos de dados Fale com os nossos especialistas e saiba como implementar essas soluções na blindagem da sua rede corporativa.